Durante ensaios técnicos do carnaval na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, o pastor Cosme Felippsen, da Assembleia de Deus Esperança, conduziu um momento de oração e fez críticas a setores do evangelicalismo. Ele defendeu o samba e as religiões de matriz africana diante do público.
Em meio à chuva, Felippsen relacionou um incidente recente a grupos religiosos, ao mencionar que a chuva não é exclusividade de determinados movimentos. No contexto, ele aludiu a um raio que atingiu participantes de um ato de direita em Brasília no fim de janeiro.
O pastor pediu que cristãos que deixam a cidade durante o carnaval não abandonem a comunidade, afirmando que a cidade e o carnaval não pertencem ao demônio, mas aos cariocas e aos que apreciam a vida.
Segundo o religioso, a verdadeira crítica não deve recair sobre o samba, e sim sobre problemas sociais como a fome que afeta famílias, além da crítica a certas lideranças religiosas. Ele citou a riqueza de alguns pastores como símbolo de desvio de fé.
Felippsen enfatizou ainda a diferenciação entre cultura e questões urbanas, defendendo que o carnaval é uma expressão cultural e que problemas como racismo religioso devem ser enfrentados.
Por fim, o pastor pediu respeito às tradições de umbanda, candomblé e quimbanda, reiterando a necessidade de coexistência religiosa durante o período de festas no Rio de Janeiro.
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