Christina Applegate revela na sua memória recentemte lançada que enfrentou anorexia durante boa parte da década de 1990, quando era estrela da comédia Married… With Children. A atriz descreve um quadro de restrição severa e preocupação com o peso enquanto gravava a série. O relato vem à tona em seu livro You With the Sad Eyes.
A artista, conhecida pelo papel de Kelly Bundy, afirma ter passado anos sem comer adequadamente, adotando hábitos de alimentação muito restritos. Segundo o relato, chegava a consumir apenas frações de um alimento com sacrifícios diários para manter uma suposta aparência. O período inclui momentos em que chegou a perder peso de forma extrema.
O livro também traz entradas de diário da época, nas quais Applegate descreve a progressiva redução de peso e a obsessão pela aparência. Ela afirma ter se tornado compulsiva com a alimentação, temendo ganhar peso apesar de não apresentar vômitos, o que aumentava a sensação de controle sobre o corpo.
A narrativa registra ainda que o período de anorexia ocorreu durante a atuação na série marcada por tom considerado hoje como amplamente provocativo. A autora comenta que, olhando para trás, reconhece que o formato da produção era diferente do que seria aceito atualmente.
A memória de Applegate enfatiza o impacto emocional desse quadro, com sentimentos de desconforto em relação à própria imagem. Ela relata uma associação entre a fama recém-conquistada e a pressão para manter uma determinada silhueta, o que alimentou o comportamento restritivo ao longo dos anos.
O anúncio do livro ocorre em meio a discussões sobre saúde mental e bulimia na indústria do entretenimento. A atriz não especifica datas exatas, mas aponta o período de gravação de Married… With Children como a origem de sua luta alimentar.
Além do relato de anorexia, a obra traz reflexões sobre a trajetória da artista e o amadurecimento diante de padrões de beleza impostos pela indústria. Applegate se posiciona como alguém que reconhece o passado de forma crítica, sem ocultar dificuldades pessoais.
Caso tenha interesse em apoio para distúrbios alimentares, recomenda-se buscar orientação profissional e linhas de apoio disponíveis na comunidade. O material de referência cita recursos de apoio sem substituição de orientação médica.
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