A Farofa do Processo chega à 10ª edição mantendo suas raízes como evento paralelo à MITsp. Espetáculos em criação, com pesquisas e experimentações, serão apresentados de 7 a 15 de março em espaços independentes do Bexiga, na região central de São Paulo. A curadoria adota o esquema de ingresso “pague quanto puder”.
Ao todo, 70 artistas participam de 60 aberturas de processo, com bate-papos, banca de livros e intervenções na rua. Entre os nomes, destacam-se a diretora Georgette Fadel, o diretor Marcelo Marcus Fonseca e o ator e dramaturgo Rodrigo França, em diferentes fases da produção.
Programação e espaços
Artistas da Argentina, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte integram a programação, que também recebe obras já reconhecidas. A peça Agropeça, do Teatro da Vertigem, entra em cartaz no Espaço Cultural Elza Soares, ligado ao MST, com foco em rodeios e referências ao Sítio do Picapau Amarelo.
O ato-espetáculo musical anonimATO, da Cia. Mungunzá, volta a ocupar espaços na cidade após a saída do Teatro de Contêiner, com apresentações na Funarte. Nova aposta de 2026 é a Sessão Maldita, com encenações a partir da meia-noite, incluindo A Morta, obra de Oswald de Andrade, encenada pela Oficina no Teatro Manás.
Além do Manás, as apresentações ocorrem na Casa Farofa, no Teatro do Incêndio, no Teatro Estelar e no Teatro da Vertigem, todos na rua Treze de Maio. A região vive uma retomada de sua vocação teatral e boêmia, segundo a organização.
“A Farofa nasce das urgências da produção e, em 2026, foca nos espaços independentes que dão corpo, tempo e continuidade ao trabalho artístico”, afirma Gabi Gonçalves, da produtora Corpo Rastreado, organizadora do evento.
Durante a Farofa será lançado o Caderno de Mediação, uma pesquisa sobre o público das artes cênicas com entrevistas a agentes culturais.
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