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Frankenstein: clássico literário que influenciou o cinema e ganhou Oscar

Frankenstein: do clássico às telas atuais, o filme de Del Toro soma nove indicações ao Oscar 2026 e duas vitórias

Boris Karloff como Frankenstein, em adaptação para o cinema. (Foto: Wikimedia Commons )
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Frankenstein, a obra que reúne terror e ficção científica, completa mais de 200 anos desde sua publicação. O romance de Mary Shelley, lançado em 1º de janeiro de 1818, ganhou destaque mundial pelo tema do criado a partir de partes de cadáveres e da ambição sem limites do cientista Victor Frankenstein.

Publicada na língua inglesa, a primeira edição foi lançada de modo anônimo, numa era em que poucas escritoras recebiam reconhecimento. O sucesso levou à segunda edição em quatro anos e, finalmente, ao reconhecimento do nome da autora na capa.

A origem do clássico e a tradição de traduções

Mary Shelley, filha de William Godwin e Mary Wollstonecraft, enfrentou resistência editorial por ser mulher e tratar de temas sombrios. A obra consolidou-se como uma das primeiras novelas góticas de ficção científica.

Não há registro definitivo da primeira tradução para o português. Em 2025, duas editoras brasileiras lançaram uma edição baseada no manuscrito original, preservado na Bodleian Library. A tradução busca recuperar trechos riscados por Percy Shelley, marido da autora.

Essa edição destaca nuances originais da narrativa, sem as alterações de edições posteriores. No Brasil, inúmeras traduções e adaptações acompanharam o interesse pela obra ao longo do tempo, de formatos integrais a versões educativas.

O Prometeu Moderno: adaptações ao cinema

O romance inspirou o cinema mais de 700 vezes, segundo o IMDb, mantendo viva a história de Victor Frankenstein e sua criatura. O enredo, que começa com a criação em laboratório e a fuga do cientista, dá origem a várias tramas paralelas.

Entre as adaptações mais destacadas, figuram três títulos emblemáticos. O Jovem Frankenstein, de 1974, é uma comédia que acompanha Frederick Frankenstein em busca de vida a partir de um cadáver. A produção recebeu indicações ao Oscar e ao Golden Globe.

A Noiva de Frankenstein, de 1935, dirigida por James Whale, mostra o cientista pressionado a criar uma companheira para a criatura. O longa recebeu indicação ao Oscar de Melhor Mixagem de Som.

A Maldição de Frankenstein, de 1957, da Hammer Films, acompanha as consequências dos experimentos do médico e consolidou a revitalização do gênero nos anos 1950, com impacto para o estúdio britânico.

Frankenstein e o Oscar 2026: a versão de Guillermo del Toro

Em 2025, a obra ganhou uma nova adaptação cinematográfica dirigida por Guillermo del Toro para a Netflix. O filme de Del Toro retoma a história com foco em temas humanos como trauma e solidão, expandindo o universo da narrativa com novos personagens.

O filme recebeu nove indicações ao Oscar 2026, incluindo Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Trilha Sonora e Melhor Direção de Arte. Também foi indicado em categorias como Melhor Maquiagem e Penteados, Melhor Figurino, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Som.

No Dolby Theatre, em Los Angeles, a cerimônia aconteceu no último domingo. O filme levou duas estatuetas: Melhor Maquiagem e Penteados e Melhor Figurino.

A obra de Mary Shelley continua a inspirar releituras em diferentes formatos e gerações. Para leitores, a Gazeta do Povo disponibiliza gratuitamente o e-book Frankenstein, com acesso por meio de acesso público.

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