Duas décadas após o lançamento, uma versão histórica de Doom para SNES ganha nova vida. O projeto original, criado por Randal Linden e a Sculptured Software, tornou-se um marco por levar o jogo a um hardware subaprimido. Hoje, Linden revisita seu feito com apoio de fãs e da Limited Run Games.
A história começa em 1994, quando Linden criou um motor próprio para rodar Doom na SNES, virando uma curiosidade técnica. O processo envolveu engenharia reversa, memória e um boot ROM feito sob medida, permitindo testar o jogo no Amiga. O resultado era fraco em framerate, com cortes de conteúdo.
Em 1995, a versão da SNES chegou aos papéis oficiais, ainda que com limitações sérias: framerate baixo, níveis alterados, sem texturas de piso e teto, e o quarto episódio cortado. Mesmo assim, tornou-se um caso de estudo sobre adaptação de Doom a consoles de 16 bits.
Hoje, Linden retorna ao projeto com a ajuda de Raspberry Pi para aperfeiçoar Doom no SNES. O interesse surgiu de um contato com Audi Sorlie, da Limited Run Games, que acompanhava Linden desde a época do Star Fox em Super FX. Sorlie buscou reimaginar a versão antiga com melhorias de hardware e software.
O objetivo é manter o espírito original, mas aumentar desempenho, introduzir conteúdos novos e até rumble com um controlador redesenhado. O protótipo utiliza uma placa Raspberry Pi 2350 que engana o SNES, simulando o chip Super FX para rodar o jogo com mais fluidez.
O resultado esperado é uma edição melhorada de Doom no SNES, mantendo a estética retro e acrescentando recursos modernos sem abandonar a hardware base. A parceria envolve Linden, Sorlie e a editora Limited Run Games, com Bethseda como licenciadora. O projeto segue em desenvolvimento.
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