Nessa quinta-feira, 19, estreia no Brasil o filme Devoradores de Estrelas, um sci-fi estrelado por Ryan Gosling e baseado no livro homônimo de Andy Weir, autor de Perdido em Marte. A obra adapta a história de Ryland Gace, doutor em biologia molecular que vira professor do ensino médio e é escolhido para viajar 12 anos-luz para investigar o declínio de estrelas no Universo.
A direção fica por conta de Phil Lord e Chris Miller, conhecidos por trabalhos como Homem-Aranha no Aranhaverso. Este é o primeiro filme em que a dupla volta a assinar a direção após mais de dez anos. O roteiro é assinado por Drew Goddard, roteirista do processo de adaptação de Perdido em Marte e também criador da série do Demolidor na Netflix.
A produção teve direitos adquiridos antes mesmo do livro ser lançado, assegurando a participação de Goddard na transposição para o cinema. O elenco de Gosling é acompanhado por uma equipe de produção que já atuou em projetos de grande repercussão no cinema de ficção científica.
Em entrevista à Super, Goddard comenta o equilíbrio entre precisão científica e a narrativa de Hollywood. O roteirista destaca a colaboração com Weir, enfatizando a complementariedade entre o conhecimento técnico do autor e a visão de quem traduz a ciência para o público.
O roteiro reflete a característica das obras de Weir, com detalhes científicos minuciosos que não sacrificam a ação. Em Devoradores de Estrelas, o protagonista enfrenta dificuldades típicas de uma missão espacial, enquanto se depara com um alienígena de alto intelecto.
Além de discutir o processo criativo, Goddard fala sobre a proximidade com o autor original. Ele afirma que só aceita adaptações quando aprecia o material, para manter a fidelidade e garantir que o resultado seja motivo de orgulho para o escritor.
O cineasta também comenta sua relação com o gênero: a ficção científica, que o acompanha desde a infância em Los Alamos, Novo México, é o motor de sua paixão pela exploração de temas humanos por meio da ciência. O longa, segundo ele, oferece uma via para entender a própria condição humana.
Perspectiva e impacto do sci-fi
Goddard ressalta que o gênero permite questionar aspectos da humanidade por meio de questões complexas e tecnológicas. A produção visual e narrativa busca equilibrar o rigor científico com a sensação de aventura, mantendo o foco na curiosidade e no aprendizado.
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