Paapa Essiedu, ator britânico, revelou ter recebido ameaças de morte por ser escalado como Professor Snape na nova série de Harry Potter da HBO. O caso mostra a toxicidade do fandom e como o ódio online continua impactando profissionais de arte. Essiedu participou de entrevista ao The Times.
O ator de 35 anos afirmou que mensagens nas redes sociais incluem promessas de violência contra ele e sua casa. Ele disse que não basta ignorar, pois as mensagens ganham visibilidade e chegam a pessoas próximas, gerando preocupação emocional.
Questionado sobre reduzir a presença digital, o artista explicou que o problema persiste mesmo com tentativas de afastamento. Ele informou sentir impacto emocional e, ao mesmo tempo, afirmou que essas atitudes o motivam a defender o personagem de forma profunda.
Essiedu confirmou que ainda não registrou as ameaças às autoridades. Segundo ele, não seria suficiente para trazer alívio e o objetivo é manter o foco no trabalho, sem desviar da qualidade do papel.
Além disso, o caso se soma a controvérsias anteriores sobre a participação de J. K. Rowling no projeto. A autora enfrenta críticas por comentários sobre gênero, gerando reação entre elenco e fãs.
O conjunto de produtores e a equipe de casting mantém apoio ao elenco diante das críticas. Essiedu afirmou ter recebido respaldo do time de produção durante as gravações.
A série tem o objetivo de adaptar cada romance de J. K. Rowling para uma temporada, com oito episódios previstos ao longo de sua produção. As filmagens acontecem atualmente.
Essiedu assinou contrato de longuíssima duração para a série, estimando um compromisso de cerca de uma década. Ele ressalta a mudança de vida que o trabalho pode trazer e mantém o foco no desenvolvimento do Snape.
O primeiro ano da produção de Harry Potter para a HBO está previsto para estrear em 2027. A equipe continua com as gravações e ajustes de elenco conforme o projeto avança.
John Lithgow, que Integrará o elenco como Dumbledore, também comentou o debate envolvendo a obra de Rowling. Em entrevista recente, ele afirmou permanece no projeto apesar das controvérsias, destacando o apelo dos livros contra o ódio e a intolerância.
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