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Artistas respondem ao impacto contínuo do colonialismo nas Américas

Exposição em Chicago reúne mais de trinta artistas latino-americanos para confrontar os impactos contínuos da despossessão colonial na região

Felipe Baeza, *Ahuehuete*, 2018 The Lumpkin-Boccuzzi Family Collection. © Felipe Baeza. Courtesy Maureen Paley, London; kurimanzutto, Mexico City/New York.
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A mostra Dispossessions in the Americas chega a Wrightwood 659, em Chicago, com trabalhos de mais de 35 artistas contemporâneos da América Latina. O foco é o legado de desapropriação, resistência e memória histórica desde a conquista até os dias atuais. A curadoria envolve pesquisadores de universidades e museus.

A exposição reúne artistas como Regina José Galindo (Guatemala) e Rember Yahuarcani (Peru), além de Ana Mendieta (Cuba/USA), Purita Pelayo (Equador) e Miguel Ángel Rojas (Colômbia). A curadoria destaca impactos sobre povos indígenas, afrodescendentes, e comunidades queer e trans.

Detalhes da exposição

A mostra utiliza pinturas, fotografias, esculturas e performances para abordar a extração de terras, corpos e patrimônios. Obras inclinam-se a narrativas de desapropriação, resistência e violência histórica registrada na região.

Entre as obras, está uma pintura em tinta e tempera de Felipe Baeza que mostra folhagem emergindo da boca de uma figura; almofadas de Lizette Nin com nomes de dinastias chilenas e de pessoas negras empregadas; e uma videoarte de Seba Calfuqueo sobre a privatização da água no Chile.

Apoio institucional e extensão

A exposição faz parte de um conjunto de ações apoiadas pela Mellon Foundation, num projeto de pesquisa de 5 milhões de dólares na UPenn. O projeto inclui estudos, mapas interativos, podcasts e filmes sobre a região.

O circuito museal que participa envolve o Museo Nacional de Bellas Artes de Santiago, museus nacionais de arte moderna de Bogotá e Cidade do México, e a Fundación Klemm em Buenos Aires, com apresentações entre 2021 e 2024.

Desdobramentos e programação

Além das obras exibidas no Wrightwood 659, há uma série de vídeoarte no Park Presbyterian Church, com exibição aos fins de semana sob formato bi-semanal. A curadoria prioriza a presença de artistas indígenas não previamente representados.

As peças remontam aos anos 1960, período de intervenções dos EUA na América Latina, mas remetem a séculos de história. A curadora e o co-curador destacam a continuidade do legado colonial na política e na vida cultural da região.

A mostra permanece de 17 de abril a 18 de julho, em Chicago, oferecendo uma leitura crítica sobre a persistência da colonialidade. A curadoria afirma a importância de registrar, mapear e divulgar essas narrativas históricas.

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