A Conspiração Condor, suspense político ambientado no Brasil dos anos 1970, chega aos cinemas de todo o país. O enredo acompanha a jornalista Silvana, interpretada por Mel Lisboa, que investiga as mortes de Juscelino Kubitschek e João Goulart, ocorridas no mesmo ano sob circunstâncias suspeitas.
O diretor André Sturm evita revelar spoilers, mas adianta que as reviravoltas do filme devem render conversas entre espectadores, inclusive em almoços e jantares posteriores à sessão. O objetivo é manter o interesse vivo sem entregar detalhes.
A produção misturou fatos históricos com roteiro original, buscando um equilíbrio entre verossimilhança e ficção. Sturm afirma que a parte ficcional foi pensada para aproximar o que poderia ter acontecido aos fatos reais.
O filme foi lançado nesta quinta-feira e teve estreia em Iguapé, no interior de São Paulo, há duas semanas. Desse modo, a escolha do município paulista não foi aleatória, já que as locações ocorreram na região em 2024.
As cenas foram gravadas em construções antigas, cenário ideal para a narrativa. O orçamento ficou em torno de 7 milhões de reais, valor considerado adequado para um filme de época com várias sequências de grande produção.
O público tem sido expressivo nas salas de cinema brasileiras. Segundo o diretor, o cinema continua sendo espaço de entretenimento coletivo, com espectadores compartilhando a experiência da tela. Em 2025, o total de ingressos vendidos manteve-se próximo ao registrado em 2019, antes da pandemia.
PL do streaming
Sturm defende a aprovação do PL do streaming, que tramita no Senado. Segundo ele, a lei não será perfeita, mas pode mudar a história do audiovisual nacional. O diretor ressalta que a norma deve obrigar plataformas a investir no audiovisual brasileiro.
Além disso, o texto pode criar um mercado anual estimado em 1 bilhão de reais, assegurando a exibição de produções nacionais e fortalecendo a propriedade dos direitos patrimoniais pelos produtores brasileiros.
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