O que dizem as formas de segurar o copo de vinho vai além do estilo. Em diferentes contextos, o modo de conduzir a bebida pode revelar comportamentos sociais. Pesquisas indicam nuances entre cada jeito de segurar.
Em 2005, o Dr. Glenn Wilson, do King’s College de Londres, observou 500 consumidores em bares da capital inglesa. Ele classificou os participantes em oito perfis com base na forma de segurar o copo. Os resultados foram apresentados como curiosidade social, não como conclusão clínica.
Entre os perfis descritos, destacam-se o da “Flirteuse” e o da “Commère”, ambos majoritariamente feminino, além do “Jouisseur” que observa a conversa de forma descontraída. A lista inclui ainda o “Reine des glaces”, o “Dominateur” e o “Timide”, cada uma com gestos característicos.
A origem da pesquisa é relevante: a conclusão nasceu de uma parceria com uma rede de bares britânica, o que sugere cautela na interpretação. Especialistas ressaltam que não se trata de uma avaliação de personalidade, mas de comportamento social em ambientes de consumo.
Estudos complementares
Pesquisas mais recentes investigam como o formato do copo influencia o ritmo da bebida. Um estudo publicado na Scientific Reports mostra que copos com bordas retas tendem a reduzir a velocidade de consumo, por distorcer a percepção de nível. Copos com formato aberto podem acelerar o ritmo.
Outra pesquisa, na Cognitive Research, aponta que fatores como peso do copo, iluminação e música podem alterar a percepção do vinho. A conclusão enfatiza que a degustação ocorre em contexto, e não isoladamente, o que pode influenciar a experiência do segundo vinho.
Em síntese, as evidências atuais sugerem mais sobre a influência do ambiente e do instrumento na percepção do que sobre traços de personalidade. O entendimento aponta para a importância de contextos ao apreciar uma taça.
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