Marcos Lisboa, economista e ex-presidente do Insper, abriu as portas de sua casa em São Paulo para a série Coleção de Livros, do Estadão. A visita revela uma biblioteca de milhares de volumes, organizada por seções como filosofia, religião, direito, economia, artes, história e literatura. Ele admite que a leitura é caótica, mas afirma que os livros fazem parte da sua vida.
A edícula é equipada com corredores e estantes que lembram uma biblioteca tradicional. Lisboa conta que, apesar do espaço impressionante, não se considera um colecionador. O foco, segundo ele, é a presença dos livros no cotidiano e no aprendizado.
Obras em destaque
Entre os títulos mais lembrados pelo economista, está O Mestre e a Margarida, de Mikhail Bulgakov, considerado um dos seus favoritos. Também aparecem o The Oxford Handbook of Hume, editado por Paul Russell, Einstein’s Tutor de Lee Phillips, Speaking Freely de Floyd Abrams e O chalé da memória de Tony Judt. Filmes e expressão artística também ganham espaço na seleção.
O cinema e a leitura no acervo
A paixão pelo cinema fica evidente na sala dedicada aos livros de Alfred Hitchcock, com títulos que discutem a forma como o cineasta moldou o suspense. O interesse abrange ainda obras sobre futebol, como Fla-Flu de Mário Filho e Nelson Rodrigues, e sobre táticas do futebol, como A Pirâmide Invertida de Jonathan Wilson.
Um raro livrinho de autógrafos
Entre itens menos comuns, Lisboa guarda um pequeno livrinho com autógrafos de músicos e artistas que passaram pelo Brasil nas décadas de 1950 e 1960. Phil Woods, Ella Fitzgerald e Jimmy Griffin aparecem entre as assinaturas preservadas na casa. O objeto é descrito pelo economista como uma joia rara na coleção pessoal.
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