Charli XCX prepara um álbum de rock, marcando uma “reinvenção” do estilo para o seu oitavo disco. Em entrevista à Vogue Britânica, a artista revelou que abandonou as batidas eletrônicas e o auto-tune de Brat, de 2024, para apostar em guitarras e voz mais crua.
A obra está sendo produzida novamente por A.G. Cook e Finn Keane. As sessões teriam ocorrido em Paris, durante a Semana de Moda de 2025, com conclusão em Londres. A escolha de gravar longe do ambiente pop visa capturar uma sonoridade mais direta.
Charli já antecipou que pretende desafiar padrões ao retornar ao rock, ciente de que algumas pessoas podem não aceitar a mudança. Ela pondera que manter a fórmula anterior poderia ter sido mais difícil e frustrante, destacando a busca por autenticidade.
Segundo a jornalista Laura Snapes, parte das faixas traz guitarras com processamento acentuado, com feedback e uma qualidade de demo crua. A voz aparece sem o auto-tune, soando mais analógica e verdadeira. O tema principal envolve a relação de Charli com a arte e a fama.
Novo rumo musical e temas centrais
O álbum explora a relação de Charli com a arte, descrita pela cantora como o grande amor de sua vida, ao lado do marido, George Daniel, do The 1975. Letras questionam o que ocorreria se esse propósito lhe fosse tirado, além de tratar da reinvenção e da fama passageira.
Simultaneamente,Charli atua no cinema em projeto de remake de Faces of Death, participa de Erupjca, dirigido por Pete Ohs, e desenvolve outros sete trabalhos, incluindo uma colaboração com o diretor japonês Takashi Miike. Ela chegou a fazer aulas de esgrima para o projeto de Miike.
O projeto é atualmente conhecido como xc X8, mas não há título definitivo, data de lançamento nem lista de faixas confirmados. A artista segue sem pressa para revelar detalhes finais, mantendo o foco na transição musical e nos próximos passos criativos.
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