A grife Handred abriu o Rio Fashion Week com uma apresentação que aproximou drama e técnica. O fundador André Namitala utilizou registros akáshicos como fio criativo para a coleção, buscando conexões entre memória e design.
Na passarela, a estética barroca ganhou corpo com tensão entre luz e sombra. A trilha ao vivo ficou a cargo da Companhia de Ópera da Lapa, sob regência de um maestro do Theatro Municipal, conferindo ritmo e gravidade ao desfile.
As peças exploraram desenhos com aspecto desgastado, lembrando afrescos. Intervenções manuais remetiam a tetos e abóbadas de casarões barrocos, fortalecendo a narrativa de tempo e memória.
Processo criativo e materiais
A seleção de materiais inclui couro, tafetá, gazares, shantung, lã, veludo e algodão, evidenciando o acabamento artesanal do ateliê. Bordados, plissados e aplicações de cerâmica foram produzidos pela parceria com o ateliê SSSopro.
André Namitala explicou que o mistério está nos planos a revelar, não apenas na superfície. O vestir busca acessar camadas profundas da mulher, segundo o designer, sem perder a contemporaneidade.
Entre na conversa da comunidade