Johnny Massaro vive momento de projeção internacional graças à minissérie brasileira Emergência Radioativa, que liderou o ranking global da Netflix entre produções de língua não inglesa e entrou no Top 10 em 55 países em março de 2026. O ator comenta com a coluna GENTE a repercussão mundial e a relação entre memória histórica, responsabilidade coletiva e combate ao negacionismo diante de tragédias como o acidente com o Césio-137 em Goiânia, em 1987.
Massaro afirma que o sucesso é fruto de decisões conjuntas entre idealizadores e a equipe que trabalha na produção. Ele diz que o êxito é emocionante, embora reconheça que fatores externos também influenciam a recepção da audiência internacional.
O ator interpreta um cientista envolvido na corrida para conter o desastre radiológico. Em entrevista, ele destaca a sensação de vulnerabilidade diante de um episódio traumático, ressaltando que erros existem e podem ser evitados com cooperação entre diferentes atores da sociedade.
Além de Emergência Radioativa, Massaro trabalha em projetos diversos como o filme O Filho de Mil Homens e a série Máscaras de Oxigênio (Não) Cairão Automaticamente. Ele diz buscar histórias que dialoguem com momentos relevantes da sociedade e que contribuam para a compreensão do presente.
Relevância da arte e impacto social
Massaro comenta que a arte pode ter função, ainda que não seja obrigatória. Em Máscaras de Oxigênio (Não) Cairão Automaticamente, participou de campanhas de HIV para o Ministério da Saúde. Em Emergência Radioativa, afirma que houve impacto no reconhecimento das vítimas e na memória coletiva do acidente de Goiânia.
O ator reforça que a atuação transita entre cinema, televisão e streaming de forma orgânica. Ele acredita na possibilidade de multiversos, mas ressalta a importância de contar boas histórias com boas pessoas, mantendo o roteiro alimentado pela organicidade do mercado.
Perspectivas de carreira e mudanças no cenário
Questionado sobre a representatividade de personagens heterossexuais, Massaro aponta que há sinais de mudança e que o futuro tende a ser melhor, embora reconheça os limites ainda existentes. Ele defende a atuação brasileira como porta de entrada para oportunidades internacionais, sem afirmar que o mercado exterior seja a única direção.
Ao ser questionado sobre próximos passos, Massaro afirma que pretende explorar temas de amor e solidão em projetos futuros. Um de seus próximos trabalhos é um monólogo que deverá abordar esse desejo interpretativo.
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