Timon, Mohammed Almustafa, e outros seis membros fundaram a banda Aswat Almadina, em Khartoum, no período que antecedeu a guerra de 2023. Em meio ao conflito, eles deixaram o Sudão dois meses após o início das hostilidades, buscando salvar suas vidas diante de cenas de violência, mortos e destruição.
A banda, que mistura folk do Oriente Médio, pop urbano e jazz, ganhou notoriedade entre jovens sudaneses. Assinaram como Embaixadores da Boa Vontade da UNDP em 2017, reconhecidos por letras sobre justiça social, corrupção e problemas do cotidiano. A distância não interrompeu a criação musical entre os membros.
Quando a violência se intensificou, o grupo manteve contato remoto, compondo uma nova faixa chamada Sudan. A obra busca retratar a beleza do país e sua dor, com lançamento previsto para abril. Enquanto isso, a formação permanece dispersa por diferentes países, incluindo visitas ocasionais à região.
História e ativismo
Ibrahem Mahmoud, líder e vocalista, já foi preso diversas vezes por críticas ao regime, antes de 2019. A repressão ocorreu sob o governo de Omar al-Bashir, cuja queda ocorreu em meio a protestos impulsionados por medidas de austeridade e cortes de subsídios. A música durante o levante foi uma ferramenta de expressão pública.
A experiência de Mahmoud e dos demais reforça o papel da banda na memória da resistência. Em Khartoum, a recepção de fãs se manteve marcante, com relatos de pessoas que encontraram nas canções apoio emocional durante períodos turbulentos. A banda destacou a responsabilidade associada ao seu trabalho.
Perspectivas futuras
À medida que o país enfrenta novo ciclo de devastação por conflitos, Aswat Almadina mantém a esperança de reencontrar-se em uma mesma sala para apresentações futuras. A trajetória da banda é apresentada como símbolo de resistência cultural diante de crises.
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