Chula Barmaid, mixologista argentina, está há oito anos em São Paulo, onde transforma o balcão em palco criativo. Em reportagem ao Paladar, ela relata trajetória que começou aos 19, quando precisava financiar a carreira de atriz e acabou descobrindo a coquetelaria. Hoje, é reconhecida entre as profissionais premiadas da área.
Aos poucos, o balcão ganhou protagonismo em sua carreira, levando-a a trabalhar em restaurantes estrelados na Espanha e a atuar em diferentes mercados. Em São Paulo, sua assinatura já domina diversos balcões, com destaque para a carta apresentada no Nonna Rosa Itaim, onde estreia uma coquetelaria mais recente.
A expressão da abordagem de Chula combina técnica apurada e sensibilidade, com uso de técnicas de clarificação para deixar bebidas mais limpas. Ela já utiliza ingredientes pouco comuns, como cogumelos e aquafaba, além de beterraba e bitter artesanal, sempre buscando resultados que provoquem emoções.
Profissional de processo criativo com pouca obsessão por método, ela afirma que, muitas vezes, segue o que sente e depois aprimora as técnicas necessárias. As criações são guiadas pelo objetivo de conectar sabores a histórias e pessoas aos balcões.
A relação com a cidade de destino ganhou forma de forma gradual. Ao chegar para um projeto, a pandemia atrasou o plano, mas, três anos depois, ficou estabelecida. Hoje, a presença de Chula em São Paulo é marcada por várias casas, com o Nonna Rosa Itaim como palco de sua coquetelaria mais recente.
Da Argentina para o Brasil
Em relação ao cenário paulistano, ela observa evolução recente da coquetelaria, reconhecendo: São Paulo hoje é referência mundial. Contudo, aponta que falta coragem para experimentar. Segundo ela, o mercado ainda tende a buscar segurança em vez de soluções ousadas.
Sobre o futuro, a mixologista afirma que não há planos fixos, destacando que prefere viver o presente. A ideia é manter a criatividade no prato, buscando sempre uma bebida capaz de provocar surpresa ou lembranças.
Entre as preferências, quando questionada sobre o que levaria ao mundo se fosse possível escolher apenas um objeto, responde que seria um Manhattan, refletindo a intensidade de sua expressão gastronômica.
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