Era 1993 e, em plena disputa de trainee na PepsiCo, um candidato passou por mais de dez etapas de seleção, incluindo entrevistas e dinâmicas. A etapa final ocorreu diante de Osvaldo Setuian, CEO de uma das divisões da empresa, em uma sala imponente.
O detalhe crucial foi a prova de inglês: a vaga exigia fluência, pois quem avançasse embarcaria para os Estados Unidos. O candidato não dominava o idioma, o que poderia ter encerrado a participação naquela etapa.
Mesmo assim, ele pediu uma chance adicional para uma entrevista apenas em inglês. A proposta foi aceita, abrindo a aposta de uma semana intensiva de aprendizado.
Aposta impossível
Em Alphaville, a jornada começou com um acordo firme com o diretor de uma escola de idiomas. O aluno se comprometeu a dominar o inglês em sete dias, sem redundâncias nem plano B, para retornar e tentar novamente.
A rotina foi extenuante: aulas desde as 7h, imersão total com fitas cassete, e uso quase exclusivo do inglês no dia a dia. Familiares apoiaram o esforço, mesmo diante do desafio radical.
Sete dias depois, o candidato voltou à sala de madeira. A entrevista, inicialmente breve, estendeu-se por mais de uma hora, com respostas completas que mostravam determinação, ainda que a pronúncia apresentasse falhas.
Dois a semanas depois, ele foi aprovado para um programa de trainee que o levou aos Estados Unidos; tornou-se um dos três aprovados para ir a Phoenix, no Arizona.
Porta interna
A experiência revelou que o inglês por si só não foi o único fator. O episódio destacou a importância da determinação pessoal para alcançar metas consideradas intransponíveis, abrindo portas que vão além da sala de entrevista.
Entre na conversa da comunidade