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Gurulino e a identidade de Brasília: traços que humanizam o concreto

Gurulino transforma traços do brasiliense em linguagem urbana, abrindo diálogo entre cidade, identidade e poder público

DIV-2104-GURULINO - (crédito: Gurulino)
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O Gurulino, personagem criado por Pedro Sangeon, saiu do caderno e ganhou espaço nas ruas de Brasília. A intervenção se tornou espelho da identidade da cidade e uma presença diária nos muros e nos traços do artista.

A origem remonta a 2009, quando Sangeon buscou na meditação uma prática pessoal. Guru e Lino foram surgindo, até se consolidarem como um único símbolo. Em 2013, após retornar ao Brasil, o artista levou o Gurulino para as vias da capital.

A implementação urbana ganhou força em Brasília ao se tornar linguagem compartilhada. O obserbador vê o Gurulino como traço da população local, introspectivo, crítico e em constante construção. A arte passou a dialogar com o cotidiano.

Trajetória e impacto

Para o ilustrador, a obra ultrapassou o âmbito autoral e passou a representar o povo de Brasília. A ocupação de espaços públicos é vista como ação política que provoca reflexão sobre a relação entre cidade, arte e poder público.

A prática ganhou resistência e também reconhecimento. A cidade, planejada e com traços de rigidez, foi palco para a repetição de blocos, linhas e perspectivas que se tornaram linguagem visual do Gurulino.

O artista destaca que a identidade cultural de Brasília é forjada pela continuidade do trabalho. Murais e publicações periódicas ampliam a presença do Gurulino no cotidiano do brasilienses.

Olhar para o futuro

O criador afirma que o objetivo é construir uma capital orgânica, com orgulho da personalidade acolhedora e democrática da cidade. Para as próximas gerações, a mensagem é prática: agir e fazer, mesmo diante de erros.

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