A 13ª edição do Trem do Choro será realizada no feriado de São Jorge, no dia 23, no Rio de Janeiro. A homenagem é a Pixinguinha, em referência ao Dia Nacional do Choro, com parceria da SuperVia. O projeto transforma a viagem de trem em uma apresentação musical pelos trilhos do subúrbio.
O evento nasceu em 2012, quando Luiz Carlos Nunuka e amigos criaram a roda de choro em Olaria, na zona norte da cidade. Em 2013, a SuperVia entrou como parceira e cede um trem para apresentações nos oito vagões, todos batizados com nomes do gênero musical.
Este ano, Nilze Carvalho é a homenageada. A cantora, compositora, bandolinista e cavaquinista nasceu em Nova Iguaçu e tem forte ligação com o samba e o choro. A escolha celebra a participação feminina na música brasileira e a luta contra violência contra a mulher.
Itamar Marques, do Coletivo Trem do Choro, informou que a presença de Nilze Carvalho destaca a valorização das artistas. Nilze ficará no primeiro carro, junto ao maquinista, e o público pode embarcar pagando apenas a tarifa regular.
Durante a edição, o Coletivo Trem do Choro será oficialmente formalizado. A organização reúne várias instituições culturais da zona da Leopoldina para sustentar a tradição do evento, que reúne milhares de participantes anualmente.
Programação e trajeto: as atividades começam às 10h na Estação Central do Brasil, Plataforma 12. O trem parte às 11h18 em direção à Estação Olaria, batizada de Estação do Choro Zé da Velha. Em cada vagão haverá apresentações de grupos de choro.
Em Olaria, o cortejo segue pelo Circuito Mestre Siqueira até a Travessa Pixinguinha, onde viveu o mestre do dia. Ao final, ocorre a roda de choro e a feira cultural do Instituto Grupo 100% Suburbano, na Praça Ramos Figueira, Reduto Pixinguinha, com ação social em parceria com o Lions Club.
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