Um documentário lançado nesta quarta-feira defende que Satoshi Nakamoto não foi uma pessoa, mas um pseudônimo compartilhado por dois criptógrafos que teriam criado o Bitcoin antes de morrerem: Hal Finney e Len Sassaman.
Dirigido por Tucker Tooley e Matthew Miele, Finding Satoshi acompanha uma investigação de quatro anos guiada por William D. Cohan e Tyler Maroney, incluindo mais de uma dúzia de entrevistas com nomes da criptografia, tecnologia e finanças.
O filme explora a possível participação de Finney na composição do código do Bitcoin e de Sassaman na autoria do white paper, além de apresentar outras figuras relevantes da área, como Adam Back, Nick Szabo e Wei Dai, ao longo de uma construção histórica sobre as origens do projeto.
Entre as entrevistas, está a viuvа de Finney, Fran Finney, que admite que o marido pode ter tido papel na criação, segundo relatos citados pelo documentário. Meredith L. Patterson, viúva de Sassaman, também é entrevistada para avaliar a possibilidade.
O documentário ainda destaca figuras públicas associadas ao tema, como Phil Zimmermann, criador do PGP, e analisa o papel de comunidades como os cypherpunks na gestação de ideias que antecederam o Bitcoin, incluindo referências a Hashcash de Adam Back.
A produção descreve uma linha de tempo que envolve a troca de mensagens online no período em que Finney participava de atividades físicas em Santa Bárbara e Sassaman escrevia conteúdos sobre criptografia, segundo a análise apresentada.
Os responsáveis pela investigação enfatizam que o objetivo é apresentar hipóteses, sem confirmar identidades, já que os suspeitos originais não estão vivos. O filme percorre também críticas e controvérsias sobre a metodologia empregada para associar nomes ao criador da moeda.
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