Oito antropólogas da Universidade de Brasília retornam ao palco criativo após 30 anos para inaugurar uma exposição de colagens no Museu Nacional da República. O Coletivo Iló apresenta Colagem e Poéticas da Alteridade, com abertura hoje às 19h na Galeria 3. A entrada é gratuita e a mostra fica em cartaz até 21 de junho.
Formado em 2022 por antigas colegas de curso, o grupo une pesquisa, memória e experimentação visual. As integrantes não são artistas de formação, mas se reúnem mensalmente para recortar revistas, tecidos e imagens, explorando a percepção do outro.
Abertura e proposta da exposição
A mostra divide-se em três setores: Produções Individuais, Seres Híbridos e Pessoas-Árvore. Cada espaço revela traços de décadas de atuação de campo e propostas que dialogam com o estranhamento do que é naturalizado.
Produções Individuais apresenta o universo de cada autora, com linguagem própria. Em Seres Híbridos, fronteiras entre humano e não-humano se desfazem em composições. Pessoas-Árvore aprofunda a interconexão entre ancestralidades e formas de vida.
Detalhes da programação e acessibilidade
A abertura é acompanhada de uma instalação síntese do coletivo. O projeto inclui quatro rodas de conversa abertas ao público, em 8, 22 de maio e 12, 19 de junho, às 16h, no museu. Cinco oficinas de colagem para público 60+ ocorrem na Casa do Vovô, às sextas, das 9h às 10h.
A exposição oferece audiodescrição por QR Code, intérprete de Libras, catálogo digital acessível e folders em braile. O projeto recebe financiamento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.
Equipe e proposta curatorial
As artistas são Adriana Mariz, Christine de Alencar Chaves, Lara Amorim, Lelia Lofego, Márcia Maria Gramkow, Nei Clara Lima, Patrícia de Mendonça Rodrigues e Rita de Almeida Castro. Thays Tyr assina a Expografia e Curadoria, com produção sob a coordenação de @incentivem.
A curadoria reforça a ideia central: a vontade de criar, de colar e de ampliar a percepção sobre o outro. A exposição convida o público a reconhecer a diversidade de formas de existir como parte da experiência humana.
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