Bubbles, o chimpanzé de Michael Jackson, deixou de ser apenas um animal de estimação para marcar a rotina do astro, especialmente durante o auge de sua carreira. Adotado ainda filhote, ele acompanhou o cantor em viagens, bastidores e momentos íntimos, tornando-se símbolo da relação entre estrela e animal no imaginário do público.
Nascido em 1983, em uma instalação de pesquisa no Texas, Bubbles foi levado para a casa de Encino, na Califórnia, antes de ganhar o rancho Neverland. A convivência com o artista envolvia o uso de áreas privadas, sessões de alimentação e visitas a um cinema particular.
Durante os anos 1980, a presença do chimpanzé ganhou projeção mundial. Bubbles participou de turnês, encontros oficiais e viagens internacionais, inclusive com autoridades estrangeiras, o que alimentou debates sobre a exposição de animais silvestres na fama.
A convivência também gerou críticas, com apontamentos sobre os limites éticos de manter primatas tão próximos de celebridades. Fotografias da época mostravam Bubbles com roupas e interações que iam além do comportamento típico da espécie.
Com o passar do tempo, o manejo começou a exigir cuidados mais complexos. Bubbles cresceu e apresentou comportamentos instintivos difíceis de controlar em ambiente doméstico, levando à decisão de afastá-lo de Jackson nos anos 2000.
Em 2005, o chimpanzé foi transferido para cuidados especializados. Hoje vive no Center for Great Apes, na Flórida, onde convive com outros chimpazés e participa de atividades de enriquecimento ambiental.
Destino atual de Bubbles
No santuário, o animal recebe estímulos que favorecem seu comportamento natural, como interação social e exploração de objetos. Aos mais de 40 anos, ele é considerado idoso e leva uma rotina mais tranquila, distante da exposição pública de sua juventude.
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