Ronaldo Fraga estreia na Avenida Paulista com a exposição Conquistas: Lutas e Vitórias do Trabalhador Brasileiro, ocupando 30 painéis ao longo da ciclovia durante todo maio. A mostra, em formato de galeria a céu aberto, fica entre a Rua Augusta e a Alameda Campinas, acessível 24 horas.
O projeto transforma a Paulista em espaço público de contemplação: os painéis revisitam a tensão entre humano e máquina, inspirado em Metrópolis, de Fritz Lang. As imagens usam cores da bandeira de São Paulo e remetem a cartazes de cinema dos anos 20, trazendo a visão brasileira contemporânea.
A concepção envolve 30 desenhos expostos em uma linha contínua. O objetivo é apresentar o tema do trabalhador, a presença feminina no mercado, a automação e o cansaço cotidiano, sem roteiro de passarela, mas com leitura gráfica direta.
A escolha de Fraga pelo tema reflete sua trajetória de três décadas na moda, marcada por referências brasileiras. A ideia é levar o gesto gráfico da sua arte para o espaço público, sem censura, mantendo a linguagem visual que o caracteriza.
A curadoria ficou a cargo da produção Angeli Laerte e da gestão de projeto pela Fernando e Maná Produções. Segundo o estilista, a obra mantém total liberdade criativa, com obras aprovadas sem cortes, para compor o conjunto exposto na via.
A Narrativa Visual e Influências
Os desenhos priorizam uma leitura imediata, com linha clara, cores fortes e traços de HQ. A narrativa foca no trabalhador, na mulher em jornada dupla, no homem diante da automação e no cenário urbano, mantendo linguagem concreta.
A referência central é Metrópolis, que dialoga com questões atuais de tecnologia e desigualdade. A exposição busca ampliar o diálogo sobre o papel da mulher no mercado, além da relação entre homem e máquina.
Temas e Homenagens
Entre as influências, Fraga presta tributo a Tarsila do Amaral, Lina Bo Bardi e Pagu. A homenageação destaca mulheres que ajudaram a moldar o percurso artístico e social no Brasil, enfatizando desafios históricos e persistentes.
A obra evidencia a presença feminina no ambiente de trabalho e a luta pela igualdade, complementando o foco da mostra na experiência do trabalhador. A instalação permanece em espaço público durante todo o mês de maio.
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