Alexandre Gontijo, conhecido como uma referência afetiva no Leblon, faleceu recentemente aos 56 anos. O emaranhado de atividades dele incluía visitas a escritórios de advocacia, redações e restaurantes, muitas vezes descalço. A imprensa o descreve como alguém generoso, com uma visão ampla de mundo e uma presença marcante.
Nascido em uma época e contexto que favoreciam a sociabilidade entre diferentes grupos, Gontijo foi figura de ponte entre advogados, jornalistas, surfistas e amantes do futebol. Sua rede de contatos se ampliou tanto no Brasil quanto no exterior, mantendo diálogo frequente com nomes do futebol e da cultura.
Trajetória e características
Amigos relatam uma personalidade torrencial na fala, de raciocínio rápido e associações inusitadas. O futebol era visto por ele como lente para entender o entorno. Gontijo frequente nas bancas de jornal, redações e aeroportos, contribuía para aproximar diferentes comunidades, sem buscar reconhecimento.
A conexão com o esporte rendia frases memoráveis e observações rápidas sobre técnicos e jogadores. Entre os contatos, constavam profissionais do meio financeiro, jornalistas, cineastas e atletas, criando uma rede diversa que marcava encontros casuais com profundidade intelectual.
Legado e repercussão
Ruy Castro e João Moreira Salles escreveram homenagens que destacam a generosidade e a curiosidade intelectual de Gontijo. Memorializações incluem textos e artigos que ressaltam a capacidade dele de ampliar a realidade por meio de conversas e pontes entre temas distintos.
Patrões, colegas de profissão e amigos próximos ressaltam que o valor dele estava na forma de compartilhar conhecimento e interesse pelo próximo. A memória de Gontijo persiste nas histórias, nas anedotas e no afeto que deixava em cada encontro.
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