Gabriela Prioli estreia como colunista na Vogue Brasil, em uma coluna que aborda formação e identidades. O texto narra como a autora cresceu cercada por uma tradição literária centrada em homens europeus do século XIX e o que ocorreu ao promover a inclusão de escritoras nas suas referências.
A autora relata a experiência de buscar memórias paternas, apesar da perda precoce do pai. Ela descreve como a leitura dele, marcada por autores como Zola e Hugo, ajudou a moldar uma visão de mundo centrada na humanidade masculina, com impacto duradouro na própria percepção de identidade.
Ao reconhecer a lacuna de vozes femininas na biblioteca familiar, Prioli decide ampliar o repertório literário. Ela explica que essa ausência não se resume à falta de autoras, mas à marginalização de mulheres na literatura. A partir desse entendimento, a coluna propõe revisitar obras e ampliar horizontes para entender melhor a própria história.
Transformação de perspectiva
Prioli descreve o desejo de incorporar vozes femininas como forma de coerência pessoal e intelectual. A partir dessa mudança, ela passa a reconhecer o valor de distintas tradições literárias, abrindo espaço para debates sobre gênero, tempo e lugar em suas referências.
Elas que expandem o mundo
A coluna lista nomes de escritoras que passaram a compor o repertório da autora: Maria Firmina dos Reis, Júlia Lopes de Almeida, Cora Coralina, Cecília Meireles, Raquel de Queiroz, Patrícia Galvão, Carolina Maria de Jesus, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles e Nélida Piñon. Segundo Prioli, essas vozes não substituem, mas ampliam o horizonte. Elas ajudam a transformar o que é lido em uma experiência mais completa de si.
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