Dark Horse, título do filme sobre Jair Bolsonaro, está previsto para 2026. A produção foi apresentada como um relato da trajetória do ex-presidente, incluindo o episódio da facada em Juiz de Fora (MG) em 2018, sob um viés de thriller de baixo orçamento nos EUA.
Flávio Bolsonaro, hoje pré-candidato, revelou ter pedido apoio privado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para custear parcelas de patrocínio que estariam atrasadas. Segundo o The Intercept Brasil, o valor negociado chegou a 134 milhões de reais. Vorcaro foi preso no contexto de investigações ligadas ao Master.
Flávio divulgou nota ressaltando que o financiamento seria privado, sem participação pública ou uso de leis de incentivo, e negou qualquer vantagem ou intermediação com o governo. Em vídeo, o senador informou que o filme já está pronto e pediu para que o público veja a obra.
Contexto de produção e financiamento
Cyrus Nowrasteh, diretor, disse à BBC News Brasil que a estreia está prevista para setembro de 2026, próximo às eleições presidenciais. A Go Up Entertainment, de Karina Ferreira da Gama, dirige a produção, com gravações em espaços como o Memorial da América Latina, em São Paulo.
A empresa de Gama atua em licenciamentos e projetos culturais; a ANC, ligada a ela, já recebeu emendas parlamentares ligadas a outras obras. Questionamentos sobre fontes de recursos e vínculos com a direita foram levantados por reportagens recentes.
SPCine, prefeitura de São Paulo e governo do estado foram mencionados pela equipe como apoios potenciais, mas as autoridades disseram não ter fornecido suporte direto à produção. A BBC tentou contato com Frias e Karina, sem retorno até o fechamento desta edição.
Protagonista e recepção
Jim Caviezel interpreta Bolsonaro. O ator ficou conhecido por papéis de forte carga religiosa e por atuar em projetos alinhados a segmentos conservadores. Dois elementos centrais da produção são a ligação com a chamada guerra cultural e a relação com movimentos da direita global.
Especialistas destacam que o filme integra um conjunto de produções que buscam ampla circulação de narrativas conservadoras. Para o pesquisador Marco Dias, a obra pode ampliar a presença de conteúdos com temática cristã e políticas no cinema nacional e internacional.
Entre na conversa da comunidade