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Pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza ganha destaque

Diálogo entre memória, ancestralidade e colonialismo guia o Pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza, com obras de Varejão e Paulino até 22 de novembro de 2026

O Pavilhão Brasileiro na 61ª Bienal de Veneza
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Para a 61ª Bienal de Veneza, o Pavilhão Brasileiro apresenta um diálogo inédito entre Adriana Varejão e Rosana Paulino. A mostra, inaugurada ao público no dia 9 de maio, tem curadoria de Diane Lima. O título Comigo ninguém pode remete à planta Dieffenbachia, símbolo de proteção por sua toxicidade, usado como referência para discutir memória e ancestralidade.

A exposição reúne pinturas, esculturas e desenhos criados especialmente para a Bienal. As obras dialogam com a história da colonização brasileira e seus impactos na sociedade e na cultura nacional, abordando memória, espiritualidade e ancestralidade.

Contexto e temas

Logo na entrada, o conjunto de trabalhos de Varejão traz azulejos e referências que ocupam o teto do espaço. As pinturas a óleo aparecem sobre superfícies craqueladas em gesso, com cores que transitam do azul ao vermelho, retratando elementos da natureza e rostos que evocam anjos da arte barroca europeia do século XVII.

O diálogo entre as duas artistas amplia o eixo temático, cruzando referências históricas com leituras contemporâneas sobre identidade. A mostra permanece em Veneza até 22 de novembro de 2026.

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