Dois décadas após o começo, o calendário de padres jovens posando como modelos tomou uma guinada ao revelar que muitos dos fotografados não pertencem à igreja. A revelação ganhou força após Giovanni Galizia, de 39 anos, afirmar que nunca foi padre ao jornal italiano La Repubblica.
Galizia, instrutor de comissários de bordo, aparece há anos na capa da coleção de 12 fotos que circula em Roma e nos arredores do Vaticano. Em entrevista publicada recentemente, ele explicou que aceitou participar de uma brincadeira iniciada por um fotógrafo durante encontro em Palermo, em 2004.
O fotógrafo Piero Pazzi é apontado como responsável pelo Calendario Romano. Pazzi disse à Associated Press que, pelo menos, um terço dos fotografados na edição de 2027 são padres de fato, mas não forneceu mais detalhes sobre a composição.
Galizia relatou ao jornal que, embora tenha aceitado participar, não vê a foto como algo sensual. Ele descreveu o close como estético, ressaltando que o objetivo era retratar um rosto bonito e simétrico, sem conotação sexual.
Quem afirma ter participado não está claro para o público. O diário quer saber se outros modelos podem ter sido padres reais, o que ainda não está comprovado. A discussão envolve a autenticidade da participação de religiosos nas imagens.
A reação no meio jornalístico questiona a percepção do calendário como souvenir popular, mantendo a curiosidade sobre a identificação dos indivíduos retratados. A história segue sem conclusão oficial sobre a real identidade de todos os modelos.
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