Olivia Rodrigo voltou a provocar debate com o visual de um babydoll durante o videoclipe Drop Dead, gravado no Palácio de Versalhes e divulgado recentemente. A mise-en-scène mistura estética romântica com referências à fashion history, sob direção de Petra Collins.
No clipe, a cantora de 23 anos aparece em cômodos ornamentados do palácio, usando uma blusa babydoll off-shoulder da Chloe pré-outono 2026, combinada com bloomer e meias. A produção mistura suavidade e teatralidade, em uma leitura visual de girlhood.
A repercussão online iniciou com críticas a uma suposta infantilização, associada a uma estética “Lolita”. A discussão ganhou força após aparição similar da artista em palco, em Barcelona, com peça rosa e branca de Génération78 e botas Dr. Martens.
Entre os defensores, está Ertay Deger, cofundador da Génération78, que afirmou ao Guardian que a silhueta babydoll não é infantilizante e faz parte de referências históricas de rebeldia, performance e juventude.
Rodrigo já enfatizou, em entrevista à British Vogue, que busca diversão e leveza na moda, dizendo que seu Pinterest está cheio de babydolls e decotes dos anos 70. A fala reforça a leitura de estilo como expressão criativa.
Não é o único exemplo recente do look entre artistas pop. Sabrina Carpenter já explorou versão transparente; Addison Rae posou em vestido simples; Alexa Chung cultiva esse vocabulário há anos, mantendo o babydoll na ordem do dia.
Contexto histórico e percepção pública
Desde os anos 60, o babydoll surge como subversivo, paralelo ao início da mini. Pesquisadora Liza Betts aponta tensão entre normas sociais e liberdade feminina, com o item marcando dia e noite ao mesmo tempo.
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