O retorno de jogadores aos títulos clássicos dos videogames é tema de estudo recente em psicologia. Pesquisadores investigam por que adultos voltam a jogos da infância, mesmo diante de lançamentos modernos. O foco não é apenas diversão, mas a busca por um tempo que não volta.
A pesquisa aponta que esse comportamento pode estar ligado a uma tentativa de resgatar uma identidade passada. Autores do estudo analisam como jogos retrô funcionam como “máquinas do tempo” emocionais, conectando memória e habilidades motoras.
Segundo a equipe liderada por Tim Wulf, da Universidade de Colônia, a diferença crucial em relação a outras mídias é a interatividade. Jogar envolve ações que ativam memória visual, coordenação e percepção espacial no momento da experiência.
Pesquisas em curso sobre jogos retrô
Os autores destacam que, ao contrário de ouvir música ou assistir a filmes, o videogame requer resposta do jogador. Esse aspecto faz do jogo uma experiência ativa que pode reativar competências que foram desenvolvidas no passado.
O estudo propõe que a prática repetida de títulos clássicos facilita a reorganização de memórias pessoais. Ao retornar a esses universos, o cérebro associa prazer antigo a um estado de tranquilidade durante dias estressantes.
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