A abertura de um novo salão em São Paulo e a expansão para Portugal marcam os cinquenta anos de carreira do cabeleireiro Celso Kamura. O projeto inclui planos de ampliar serviços com maquiagem e skincare, com menção a possíveis etapas em Paris e Milão.
Kamura afirma que o crescimento não foi planejado: o salão em Lisboa surgiu de uma indicação de um profissional que trabalhou com ele, que buscou investidores. O profissional mantém a ambição de ampliar a linha de atuação e de explorar novas cidades.
Sobre preconceito, Kamura revela ter lidado com estigmas ao longo da carreira. Ele diz ter feito da imagem uma marca, sem se abalar com críticas. O objetivo, segundo ele, é que a mulher se sinta bonita.
Carreira e clientes
Entre as clientes, Angélica é destacada como uma das primeiras a impulsionar a relação com celebridades e televisão. Kamura descreve a parceria como marcada pela discrição e pela confiança, além de acompanhar momentos pessoais da amizade.
No campo político, ele cita Marta Suplicy e Dilma Rousseff como clientes de destaque. A relação com a ex-presidente incluiu momentos tensos, e Kamura afirma ter lavado o cabelo dela na pia de um aeroporto, mantendo a confiança mútua.
Estética e percepção pública
Kamura comenta que a diferença estética entre figuras de direita e esquerda sempre esteve presente. Segundo ele, a direita tende a preferir visuais mais produzidos e polidos, enquanto a esquerda costuma buscar um estilo mais natural.
Ele acrescenta que a moda o mantém criativo e que continua participando de desfiles, como os de Alexandre Herchcovitch. Para ele, não há um único padrão de beleza e a ideia de que toda mulher pode se sentir bonita guia seu trabalho.
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