O produtor e roteirista Adam Chase, conhecido por sitcoms como Friends e Mom, afirma que a comédia é um dos gêneros mais difíceis de atravessar fronteiras culturais, mesmo com o alcance global das plataformas de streaming. Em entrevista à Folha, ele aponta que o humor depende de contextos específicos de cada cultura.
Chase participa nesta quinta-feira, 28, de um painel no Rio2C, no GlobalStage, ao lado de Fabio Porchat. O tema é Friends & Porta dos Fundos: Amizade e Riso Como Linguagem Universal, com avaliação sobre como a comédia funciona para plateias ao redor do mundo. O evento ocorre às 17h30 na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.
O roteirista compara a internacionalização de gêneros, destacando que thrillers ou séries de espionagem tendem a ser mais universais, enquanto comédias exigem conhecimento cultural. Ele cita Friends como exemplo de sucesso, e elogia o humor local do Porta dos Fundos pela compreensão de audiências globais.
Chase comenta ainda a sitcom Mom, plateada pela CBS entre 2014 e 2021, que abordou alcoolismo e recaídas. Revela ter recebido cartas de fãs em recuperação, dizendo que a série ajudava quando não podiam ir a reuniões de AA. A produção foi destacada pela rede como apoio a temas sensíveis.
Sobre o formato de plateia, o roteirista observa que a risada ao vivo é decisiva para medir o humor. Ele diz que a sitcom multicâmera gera feedback imediato, algo ausente em produções mais modernas filmadas como cinema. O formato, afirma, continua relevante por manter a reação humana direta.
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