Hoje, o jornalismo sobre entretenimento observa a ascensão das novelas verticais, também chamadas de microdramas. O formato, criado na China em 2018, tem ganhado espaço com episódios de dois a três minutos gravados em formato vertical para smartphones.
A reportagem destaca que produtores globais, como Fox, Disney e Televisa, já investem nesse modelo. A Netflix avalia experiências na área, enquanto a Globo já produz conteúdos verticais como parte de sua estratégia para redes sociais.
Em foco: Quem Ama Cuida
A novela Who Ama Cuida, de Walcyr Carrasco, estreou no horário nobre da Globo há uma semana. A obra expõe uma trama simplificada, com cenas de alto impacto e diálogos diretos, alinhados ao gosto atual por conteúdo ágil e de fácil compreensão.
No enredo principal, o empresário da joalheria Arthur Brandão, interpretado por Antônio Fagundes, propõe casamento à fisioterapeuta Adriana, papel de Letícia Colin. A manobra visa evitar que a irmã Pilar, de Isabel Teixeira, herde a fortuna após a morte.
Análise do formato e do público
Especialistas mencionados pela matéria afirmam que a curta duração condiz com o ritmo de vida atual, em que a audiência busca escapismo e sensação de recompensa rápida. A produção enfatiza planos fechados e detalhes, reduzindo dúvidas e mantendo a clareza.
A obra é citada como precursora de um estilo que Walcyr Carrasco já explorava em formatos horizontais, com grandes elencos e capítulos extensos. A estreia reforça a discussão sobre a viabilidade de microdramas no alcance de público e índices de audiência.
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