Romain de Courcy, chef mixólogo do Ritz, aponta que não há novidades revolucionárias, mas tendências que se consolidam no universo dos coquetéis. Segundo ele, a França não lidera o movimento; é preciso observar Londres e os Estados Unidos para entender o que está em alta.
Os bares mais sofisticados, como Syndicat e Expérimental Cocktail Club, trabalham coquetéis ao estilo francês, com ingredientes locais e uma abordagem sazonal. A ideia é oferecer cards que se renovam com frequência, reduzindo excessos e privilegiando receitas mais precisas.
Outra linha em ascensão é o minimalismo, com listas enxutas de ingredientes e foco na qualidade. No Ritz Bar, a ideia é explorar produtos específicos como laranjas, rosas e hortelã, convertidos em eau-de-vie, distilados, essências ou infusões, sempre com cuidado na montagem.
Tendências e novidades
O Spritz mantém o posto de campeão de vendas, presente em bares, cafeterias, restaurantes e speakeasies. O Ritz Bar Jardin desenvolveu uma carta com oito variações, incluindo versões com flor de saboaria, licores de damasco e coco, usando Prosecco, champagne, rosé espumante ou água com gás nas opções sem álcool.
Sem álcool
Os clientes não abandonam os coquetéis, mas passam a buscar bebidas com menos teor alcoólico. Os chamados coquetéis low proof ou low alcohol aparecem com maior frequência, especialmente como long drinks, em desacordo com drinks mais fortes.
Consumo e preparo
Apesar do crescimento de quem prepara coquetéis em casa, a experiência social continua valorizada. O pairing com a comida ainda não se popularizou plenamente na França, diferentemente de alguns hábitos em outros países. O barman mantém a presença diante dos clientes, ao contrário de chefs que apenas recentemente saíram de cozinhas fechadas.
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