Na semana passada, uma gravação de uma propaganda do MEC sobre as inscrições do ENEM 2026 virou estudo de pronúncia. Durante as tomadas, uma atriz pronunciou a palavra gratuito com o i destacado: gra-tu-Í-to. A cena gerou questionamento entre os envolvidos no set.
O episódio revelou que a pronúncia correta, segundo a norma padrão, é gra-TUi-to, com a tonicidade na segunda sílaba. A forma gra-tu-Í-to costuma surgir como hipercorreção entre falantes que desejam soar mais cultos, segundo especialistas.
A hipótese de hipercorreção tem apoio no dicionário Houaiss, que aponta maior incidência dessa pronúncia em São Paulo. O fenômeno ocorre quando o esforço para soar elegante leva à alteração da pronúncia de palavras da mesma família, como fortuito e circuito.
Hipercorreção
O trecho do set ilustra como a busca por pronúncia “bonita” pode resultar no erro. A explicação, segundo a coluna, prioriza entender a origem do erro para evitar repetição futura. O episódio não é apenas sobre cuidado técnico, mas sobre normas da língua em uso.
A publicação reforça que quem pronuncia gra-tu-Í-to não está desleixado; está tentando ajustar a fala às expectativas de formalidade. Assim, a reflexão fica em torno de como o mecanismo da norma padrão orienta a prática cotidiana.
Para leitores que desejam verificar, a discussão envolve regras de acentuação tônica e a relação entre grafia e fonética. O caso também serve de exemplo sobre como fenômenos linguísticos se disseminam em ambientes de comunicação pública.
Entre na conversa da comunidade