Os avós ocupam um lugar delicado e poderoso na formação da infância, aponta o educador Marcelo Cunha Bueno, colunista da Crescer. Em textos publicados pela revista, ele destaca como esses pilares ampliam o mundo das crianças.
Com eles, a infância ganha um tempo diferente: mais longo, pausado e atento. A conversa se alonga, a história pode ser recontada várias vezes e a brincadeira ganha novas formas, criando a sensação de ser visto com calma.
A convivência entre gerações, segundo o educador, estimula identidade e pertencimento. Ao ouvir relatos do passado e ouvir perguntas com curiosidade, a criança percebe que o mundo não começou agora e passa a fazer parte de uma história maior.
A presença dos avós funciona como continuidade. Eles conectam passado, presente e futuro na mesma conversa, no abraço e na mesa compartilhada, fortalecendo o senso de pertencimento e de trajetória.
Cuidar da infância exige um adulto que não ocupe tudo com pressa, lembra o educador. Nesse ambiente, crianças guardam memórias da convivência com avós, como cheiros de comida, histórias do passado e gestos simples repetidos ao longo do tempo.
A memória compartilhada entre avós e netos resulta em identidade fortalecida. O reconhecimento de que existe uma rede de apoio ajuda a criança a entender que sua história está entrelaçada com outras gerações.
No conjunto, os avós são guardiões de memória e presença. Ao oferecer cuidado e exemplos, eles ajudam a enraizar a criança numa narrativa que atravessa gerações, contribuindo para o desenvolvimento de vínculos duradouros.
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