Paradis, o cognac mais refinado da casa Hennessy, é apresentado como uma sinfonia de eaux-de-vie selecionadas ao longo de gerações pela família de mestres assembleurs. O lançamento perene faz parte de uma tradição que une arte da degustação, técnica de blend e paciência de envelhecimento, mantendo a linha de produção fiel à qualidade.
A gestão do Paradis envolve uma seleção criteriosa de lotes, guardados por décadas antes de compor a edição final. O processo ocorre em salas de degustação que lembram estudos antigos, onde pequenos grupos de profissionais avaliam dezenas de amostras diárias para definir destinos como Very Special, VSOP, XO ou o próprio Paradis.
Hoje, a responsabilidade de conduzir o Paradis cabe a Renaud Fillioux de Gironde, membro da família que herdou o cargo de mestre assembleur. O papel envolve manter o equilíbrio entre elegância, aromática e consistência ao longo de várias décadas, preservando a herança iniciada pelo antepassado Yann Fillioux.
Contexto e legado
As eaux-de-vie utilizadas são cultivadas por produtores da região de Cognac e envelhecem em barris até atingirem o perfil desejado. A marca aponta que apenas uma parte dos produtores atende aos padrões exigidos para integrar o conjunto de lotes que alimentarão a gama da casa, incluindo edições de prestígio como Paradis.
Processo de seleção
A reunião de seis a sete especialistas ocorre diariamente em uma sala reservada, com frascos, taças e uma atmosfera que lembra uma antiga farmacologia. Cada amostra recebe notas e avaliações que determinam sua possível participação na montagem final do Paradis e de outros cognacs da linha.
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