Vik Muniz apresenta no CCBB Rio a retrospectiva “Vik Muniz – A Olho Nu”, contemplando mais de 220 trabalhos produzidos entre 1987 e hoje. A mostra chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro com obras inéditas, ampliando o calendário da cidade. A montagem ocorre na Rotunda, com uma peça de grande destaque suspensa que chama a atenção dos visitantes desde esta semana.
A exposição já passou por Recife, no Instituto Ricardo Brennand, e por Salvador, no Museu de Arte Contemporânea da Bahia, atingindo mais de 150 mil visitas. Em sua passagem pelo Rio, o conjunto de obras inclui cerca de 20 peças novas, entre elas cinco inéditas criadas especialmente para esta edição.
Entre as novidades está o destaque que funciona como eixo da mostra: a escultura “Museu de Cinzas”, uma peça com 8,20 metros de envergadura, feita de polímero infundido com as cinzas do Museu Nacional, incendiado em 2018. A obra permanece suspensa na Rotunda do CCBB, dialogando com o registro histórico da instituição carioca.
Novidades em foco
No térreo, o público encontra a peça inédita “Ferrari Berlinetta”, reproduzida em tamanho real com mais de quatro metros de comprimento e 650 quilos. A obra faz parte da série “Veículos Mnemônicos” e utiliza um carrinho de brinquedo de infância do artista, que ficou conhecido na infância. A produção ocorreu em Turim, na Itália.
Outra novidade da mostra é a série “Verso”, na qual Muniz fotografa o lado de trás de obras renomadas, como o Abaporu, de Tarsila do Amaral, e a Gioconda, de Leonardo da Vinci. O objetivo é revelar marcas, etiquetas e rastros que normalmente ficam ocultos, oferecendo nova leitura sobre o acervo mundial.
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