A exposição Basquete: O Manifesto, do fotógrafo brasileiro Dante Prochet, chega ao Porto como estreia em Portugal. O projeto transforma o basquete de rua em narrativa visual que dialoga com memória, identidade e vida urbana. A mostra fica em cartaz até 14 de julho.
Nascido aos 20 anos, Prochet vive em Portugal há cinco. O conjunto de imagens nasceu de um livro acadêmico, ampliado para a mostra. As fotografias são exibidas em formato ampliado, mantendo o ritmo narrativo da obra original.
O eixo da mostra circula entre Lisboa e Nova York, dois contextos que, segundo o fotógrafo, se unem pela linguagem do basquete de rua. A ideia é comparar espaços históricos com a prática cotidiana nas ruas portuguesas.
Contexto da obra
Nas cenas de Nova York, quadras ganham memória de clubes profissionais e lendas do basquete. Em Lisboa, o foco recai sobre ausências, precariedade e a fragilidade de estruturas de apoio às comunidades.
Quadras quebradas aparecem como símbolos de convivência que se esvai quando a infraestrutura falha. A obra surge de experiências reais, como a retirada de uma cesta de uma quadra próxima à casa do artista, que interrompeu uma comunidade.
A estética resultante mistura crueza e pausas, influenciada por William Klein e Robert Adams. A abordagem busca captar movimento, ruído e tensão, equilibrados por momentos de contemplação.
Metodologia e impacto
Prochet privilegia a liberdade da rua frente às regras do basquete federado, destacando a autossuficiência dos jogadores para compor espaço e identidade. A prática pública é apresentada como elemento central da narrativa.
O fotógrafo também discute a materialidade da fotografia: ver uma imagem impressa tem dimensão diferente do tela do celular, com brilho e textura que enriquecem a experiência.
A mostra surge de uma parceria com um coletivo artístico local e já supera expectativas. Basquete: O Manifesto reforça que o essencial está no entorno—pessoas, histórias e espaços que dão sentido à prática esportiva.
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