Karol Conká abriu o jogo sobre sua trajetória pessoal, destacando os desafios de ser mulher negra em Curitiba. A cantora relembrou uma conversa com sua avó nordestina sobre a mudança de Salvador para o Sul e as razões que motivaram a decisão familiar.
A artista descreveu a partir de relatos familiares o peso do racismo cotidiano na cidade. Ela contou que, ao longo da vida, adotou estratégias para lidar com situações de preconceito e preservou a autoestima por meio de estudo e autocuidado.
Ela também destacou como encontrou redes de apoio entre pessoas pretas na escola, associadas para enfrentar juntos as dificuldades. A narrativa aponta a importância da resistência coletânea diante da discriminação.
Contexto histórico
A entrevista faz parte do documentário A História da Música Paranaense, veiculado pelo TMDQA. A cantora abordou ainda um episódio da juventude em Curitiba envolvendo racismo institucional no ambiente escolar.
Conforme o relato, aos 16 anos Karol denunciou um professor que expôs um material associado a Adolf Hitler em sala de aula, o que gerou indignação e chamou atenção para preconceitos arraigados. A denúncia aparece no documentário Preto no Branco: Negros em Curitiba, de 2005.
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