Dreams of Violets, drama sobre protestos no Irã, será exibido na Tribeca, em Nova York. O filme, de Ash Koosha, usa apenas imagens e personagens gerados por inteligência artificial. A obra tem duração de 75 minutos.
Segundo Koosha, o filme é ficção, não documentário, acompanhando um grupo de estranhos em uma viela durante a repressão de janeiro. A produção surgiu em menos de seis meses, com base em jornalismo, vídeos e relatos oculares.
Koosha afirma que quase 80% da narrativa recria eventos reais. O diretor, iraniano-britânico, já foi preso no Irã e hoje vive em Londres, onde também dirige a startup Claigrid. O projeto nasceu de um impulso político após assistir a imagens de 2026.
O uso de IA na produção
Toda a imagem e os personagens são gerados por IA. Koosha descreveu fisicamente as figuras, evitando qualquer semelhança com pessoas vivas no Irã por questões de segurança. O roteiro não é gerado por IA, mas a linguagem foi aprimorada com o auxílio de um chatbot.
A técnica permite alterar direção de enredo sem reescrever, segundo o diretor. Ele também compôs a trilha e editou o filme, sem IA nesses aspectos. Futuras obras poderão licenciar rostos reais para personagens.
Perspectivas para o cinema independente
Koosha prevê que a IA pode reduzir barreiras de produção, abrindo espaço para filmes com orçamentos baixos. Ele cita que projetos tradicionais teriam custo milionário para CGI semelhante. O fundador entende que o formato indie pode ganhar espaço com novas formas de financiamento e licenciamento.
Ele também comentou que, apesar das críticas, a IA pode democratizar a indústria, criando novas oportunidades para artistas. Ainda assim, ressalta cautela: nem todos os filmes com IA são desejáveis, e há obras que exigem produção tradicional.
Dreams of Violets estreará na Tribeca como um marco para filmes gerados por IA, buscando credibilidade artística e crítica. A recepção do público e da imprensa poderá indicar caminhos para produções independentes futuras.
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