Adriana Ferreira, empresária de Salvador, criou um acarajé verde e amarelo para entrar no clima da Copa do Mundo. A novidade foi divulgada nas redes sociais na terça-feira (2), 11 dias antes da estreia da Seleção Brasileira.
Ela atua há 20 anos no ramo com a marca Acarajé da Drica, já apresentando variações como acarajé rosa, servido em barca de sushi e ovo de Páscoa de acarajé. O objetivo desta edição foi celebrar a seleção sem alterar o sabor tradicional, segundo a empresária.
A cor é obtida com corante de bolo, mas Adriana garante que o sabor não foi modificado. O evento não teve preço definido de venda, já que a ideia não visava comercialização, e sim atrair clients para o paladar clássico do quitute.
Repercussões nas redes
Comentários de clientes foram majoritariamente bem-humorados, com mensagens como que o hexa viria e já desejando provar. Críticas surgiram sobre a alusão a um elemento sagrado e a defesa do acarajé como patrimônio cultural.
Entre as baianas de acarajé, a proposta já havia sido alvo de controvérsia em ações anteriores, com defensores do tradicionalismo. Adriana afirmou que não se sente incomodada com as críticas e que a tradição pode coexistir com novas formas de expressão.
Contexto cultural do acarajé
O acarajé é uma iguaria da cultura afro-brasileira que chegou ao Brasil com pessoas escravizadas da África Ocidental. O bolinho, feito com feijão fradinho e dendê, hoje integra a memória histórica e cultural do país, com reconhecimento institucional desde a criação do Dia Nacional da Baiana do Acarajé e sua inclusão na Classificação Brasileira de Ocupações.
Entre na conversa da comunidade