Martin Scorsese foi anunciado como consultor da empresa Black Forest Labs, com foco no uso do programa de geração de imagens FLUX. A informação aparece no site da companhia, em junho de 2026.
O objetivo é explorar a interseção entre tecnologia e narrativa, visto que o cineasta já trabalha com recursos avançados desde os anos 2010. Scorsese atua para orientar a equipe criativa na visualização de cenas.
Segundo a empresa, o veterano diretor aposta na ideia de compartilhar visualizações de forma mais clara com a equipe de design, arte, produção e fotografia, acelerando o planejamento durante a pré-produção.
Tecnologia e narrativa
Em entrevista publicada pela Black Forest Labs, Scorsese enfatiza a importância de evoluções técnicas para ampliar a experiência do público sem perder o controle criativo. O cineasta cita uso de 3D e rejuvenescimento digital em trabalhos anteriores.
Ele observa que o cinema, com cerca de 125 anos, demanda abertura a novas ferramentas, desde que contribuam para comunicar o que se vê na cabeça, mantendo a qualidade da produção. A colaboração é tratada como oportunidade de aprimoramento criativo.
Aplicações recentes e tendências
A proposta de usar IA para storyboard e visualização já aparece como prática em testes de cenas, com ganhos de tempo sem comprometer o acabamento. A experiência é apresentada como libertadora para equipes de arte e fotografia.
Como exemplo de aplicação da tecnologia, a IA gerativa foi usada para trazer de volta Val Kilmer em As Deep as the Grave, demonstrando potencial de aplicações futuras na indústria do cinema.
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