Duas amigas de países diferentes mantêm uma prática antiga em pleno século XXI. A americana Holly Ramer e a neozelandesa Molly Nunns começaram a trocar confidências por cartas em 1985, por meio de um programa de amigos por correspondência. A motivação era manter contato profundo, sem depender da tecnologia.
As amigas só se conheceram pessoalmente nos anos 2000, em Nova York, 15 anos após a primeira carta. A reunião presencial consolidou a amizade que já atravessava distância, tempo e mudanças digitais sem perder o ritmo das cartas.
Na era da internet, a tradição persiste. A cada envio, há cuidado com a caligrafia, o papel e a mensagem, fatores que alimentam o vínculo entre as duas.
Especialistas destacam influência da escrita manual
Pesquisas e especialistas apontam que a escrita à mão favorece uma conexão considerada mais lenta e reflexiva, diferente das mensagens em tela. O tempo de produção de cada carta é visto como um aspecto de empatia e proximidade.
A prática permanece estável ao longo dos anos. Ramer e Nunns mantêm o hábito independentemente das plataformas digitais, reforçando que certos laços resistem às mudanças tecnológicas e geracionais.
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