A Ikea realizou uma experiência de hospedagem chamada “ultimate designer staycation” em uma casa de Sydney, Austrália, durante o feriado de junho. O evento contou com uma coleção limitada da linha PS (Post Scriptum), na edição 10, com foco em design lúdico e funcionalidade acessível. As diárias custaram 19,95 dólares australianos, um valor divulgado como inferior ao preço de duas porções de almô renders de almôndegas da marca. Quatro lugares restaram e esgotaram em menos de um minuto, com mais de 5 mil pessoas na fila.
A casa ficou totalmente equipada com móveis e objetos da linha PS, distribuídos em 105 itens instalados ao longo de uma casa de três quartos. A montagem levou 48 horas com o trabalho de 12 funcionários da empresa, segundo um porta-voz da Ikea. Entre os itens, houve curiosidades como uma poltrona inflável acionada por uma bomba encontrada dentro de uma mesa de café.
Ao entrar, a visitante descreveu a cena como parecida com um espaço infantil escandinavo, com cores vivas e móveis de design marcante. Pinturas, clock e vasos com “ouvidos” nos objetos chamaram a atenção, assim como 12 cópias idênticas de um livro de memórias sueco exposto como objeto de cenário.
A residência também apresentou peças de valor acessível: itens de decoração a partir de 4,99 dólares e um sofá-cama com preço de até 799 dólares. O material acompanha a edição PS, que não ocorria desde 2017, o que gerou expectativa de potencial valor colecionável entre seguidores da marca.
A experiência incluiu utensílios de cozinha, louças e itens de vida diária com o branding Ikea. No entanto, alguns itens da casa não pertenciam ao fabricante, como o banheiro, que possuía toalhas, que não eram da linha PS, bem como itens de higiene e lixo. A geladeira, por exemplo, era de outra marca, Fisher & Paykel, e a televisão era da Samsung.
A porta-voz de Ikea para a Austrália e Nova Zelândia, Patricia Routledge, enfatizou que a coleção PS 2026 entrega o momento de surpresa, aliada a design ousado e acessível, mantendo o espírito lúdico da marca. A experiência também buscou provocar reflexão sobre ambiente doméstico e percepção do espaço.
A autora do relato apresentou uma experiência subjetiva de imersão, envolvendo ajustes criativos no mobiliário, como tentar suspender uma cadeira dobrável na parede e reorganizar o sofá. Relato descreve ainda sensações de estranheza ao vivo no espaço, ao mesmo tempo em que reforça a natureza cenográfica da residência.
Ao final da estadia, a autora expressou desejo de retornar a um lar que considere próprio, destacando que a experiência no espaço da Ikea não substitui a vida real, mas reforça a percepção de memória e uso de móveis da marca no cotidiano. A cidade de origem permanecerá como referência para futuras visitas à loja.
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