Shun An Temple, ruína antiga situada no morro acima de Taipei, tem sido palco de festas que quebram o silêncio da floresta. Entre paredes parcialmente intactas e incensos antigos, o som de techno toma a colina, reunindo centenas de jovens.
Os eventos reúnem moradores locais e viajantes de Coreia do Sul, Dinamarca, Reino Unido e França. Os frequentadores veem a atmosfera como uma ligação entre tradição e vida noturna contemporânea, diferente das casas noturnas da capital.
Organizar as festas exige esforço físico: os equipamentos são carregados por voluntários até o custo da trilha escorregadia, com o apoio de dois organizadores, Andrew Dawson e Olivia Delacour. Ambos insistem que a experiência valoriza a natureza, o vento e a luz do ambiente.
Organizadores e objetivos
Os gestores do templo acolhem as celebrações, entendendo que ajudam a atrair jovens para práticas culturais locais e rituais religiosos. A ideia é aproximar o público das tradições taiwanesas sem abrir mão da sensação de comunidade.
Os frequentadores costumam manter a conduta exemplar, segundo organizadores. Eles destacam que, no contexto taiwanês, o uso de droga é menos comum do que em cenas de rave internacionais, contribuindo para um ambiente mais controlado.
Para muitos, subir a colina em meio à mata representa uma fuga do cotidiano urbano. Um participante indicou que o local parece simultaneamente próximo de Taipei e distante dela, reforçando a ideia de estar em outro espaço.
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