Backrooms, o conceito de salas de transição que viralizou na internet, chegou ao cinema com grande repercussão. O filme de terror estreou no Brasil em 28 de maio, em meio a uma expectativa de público que prefere o suspense à ostentação de monstros.
O projeto nasce a partir de uma minissérie criada no YouTube por Kane Parsons, aos 16 anos na época. Com orçamento modesto, ele usou o Blender para criar ambientes amplos, que já somaram mais de 200 milhões de visualizações.
Do YouTube à tela grande
A A24, estúdio por trás de A Substância, contratou Parsons, hoje com 20 anos, para adaptar a história para o cinema. O filme investiu em cenário de aproximadamente 2,8 mil metros quadrados e buscou realismo físico para destacar a atmosfera claustrofóbica.
Com orçamento de US$ 10 milhões, a produção arrecadou mais de US$ 100 milhões nas bilheterias globais em menos de uma semana. A equipe inclui o escritor Will Soodik e o ator Chiwetel Ejiofor, que interpreta Clark, um vendedor de móveis enfrentando problemas após o fim do casamento.
O conceito e o efeito na audiência
A história acompanha Clark ao descobrir uma passagem que leva aos backrooms, espaço que começa a explorar traumas não resolvidos. A narrativa enfatiza a saúde mental e a relação entre espaço, memória e realidade.
Pesquisas sobre arquitetura e bem-estar associam corredores e portas a sensações de incerteza. Especialistas indicam que o tema costuma dialogar com traumas e com a percepção de realidade, especialmente entre jovens.
Impacto online e mercado
O fórum de Reddit dedicado ao tema já reúne mais de 350 mil membros; vídeos curtos e memes no TikTok acumulam bilhões de visualizações. Além disso, há jogos dedicados ao tema, disponíveis em plataformas como Steam e Roblox.
A produção é vista como parte de uma tendência em que conteúdos populares na internet ganham espaço em Hollywood. Para estudiosos, o apelo está na familiaridade da Geração Z com o ambiente digital e audiovisual.
Perspectivas da equipe criativa
Parsons comenta a experiência de comandar um filme de grande estúdio, destacando a ambição de manter a “fisicalidade” do universo criado no YouTube. A narrativa, segundo ele, conecta-se mais profundamente com os personagens por meio do espaço.
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