Orlando Senna, cineasta baiano, morreu nesta terça-feira aos 86 anos. A causa da morte não foi divulgada. A confirmação foi feita pela sobrinha Indra Senna nas redes sociais. Senna permaneceu ativo na cultura, cinema e jornalismo ao longo da vida.
Nascido em abril de 1940 no interior da Bahia, Senna iniciou a carreira como assistente de Roberto Pires em Tocaia no Asfalto (1962). Atuou na cena cultural de Salvador, escrevendo críticas de cinema e dirigindo peças de teatro.
Carreira cinematográfica
No cinema, destacou-se pela codireção do longa Iracema – Uma Transa Amazônica (1975), ao lado de Jorge Bodanzky. Também esteve envolvido em projetos como Gitirana e Diamante Bruto, ambos com marcas sociais e experimentais.
Ao longo dos anos, contribuiu para o roteiro de obras de Héctor Babenco e Ruy Guerra, incluindo O Rei da Noite, de Babenco, e Ópera do Malandro, de Guerra. Criou uma trajetória marcada pela integração entre documentário e ficção.
Senna foi um dos fundadores da Escola Internacional de Cinema e Televisão (EICTV) em Cuba e atuou no Centro de Capacitação Cinematográfica do México. Também ocupou cargos de gestão que influenciaram o audiovisual brasileiro.
Contribuições e reconhecimento
Entre 2003 e 2007, exerceu a função de secretário do Audiovisual durante o governo de Lula, no Ministério da Cultura, sob Gilberto Gil. Foi diretor-geral da EBC, coordenando a criação da TV Brasil em 2007. Entre 2008 e 2015, presidiu a Televisão América Latina (TAL).
O legado de Senna inclui a promoção da formação de profissionais da indústria audiovisual na América Latina. Em 2024, o Ministério da Cultura criou uma premiação de curtas-metragens com seu nome, reconhecendo sua contribuição ao setor.
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