Visions of 2034 apresenta uma leitura ácida sobre cultura de conspiração via audiovisual. O projeto reúne o cineasta Romain Gavras e o músico Benoit Heitz, o Surkin, em uma mostra que mistura humor negro e temas sombrios do futuro.
O título God Hates Space abre a mostra com imagens perturbadoras de jovens que se afastam da sociedade em áreas remotas dos EUA, movidos por crenças radicais. O filme antecipa debates sobre desinformação e bolhas extremistas, com estética que mescla referências “confederadas” e de consumo de energia.
Gavras explica que o trabalho foi concebido há mais de seis anos, em território ucraniano, antes da guerra. Surkin descreve o visual como uma fusão de referências controversas e um tom que parece premonitório diante da aceleração tecnológica.
A produção também destaca a participação de 070 Shake, que empresta vocais a God Hates Space, enquanto Neo Surf ganha vida com imagens de uma pedreira de mármore. A dupla visa capturar a sensação de proximidade entre curiosidade juvenil e cenários futuristas.
Entre as obras apresentadas, destaca-se Storm, com Yung Lean, ambientada em uma escola de Leeds em 2034. O vídeo ganhou tração online pela coreografia de jovens em uniformes, e a equipe celebra o impacto das redes, mesmo com a edição distribuída de forma variada.
Gavras comenta que ver os vídeos em tela grande é parte da experiência, mas reconhece que fragmentos virais ajudam a amplificar mensagens visuais fortes. O conjunto da mostra mantém o foco na estética de futuro incerto, sem abrir mão da provocação.
A mostra Visions of 2034 está em cartaz até 31 de julho, no espaço 180 The Strand, em Londres. O álbum Love & Tears, de Gener8ion, também chega ao mercado em 12 de junho, com novas peças audiovisuais, incluindo uma produção com participação de Charlize Theron.
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