Beth Goulart concedeu um registro sincero durante o Programa Flávio Ricco, da LeoDias TV. A atriz relembrou a relação com Nicette Bruno e Paulo Goulart e contou como a arte ajudou a atravessar o luto da família. Ela também abordou mudanças na teledramaturgia brasileira.
Ela descreveu o impacto da perda de Paulo Goulart, ocorrido em março de 2014, e revelou que parou uma peça para apoiar a mãe. A decisão visava manter Nicette Bruno ativa no palco e dar continuidade à vida após a viuvez.
A atriz explicou que adaptou o solo Perdas e Ganhos, de Lya Luft, para que Nicette voltasse aos palcos. O objetivo, segundo ela, foi usar o teatro como ferramenta de cura e de renascimento.
Teatro como cura após a perda
Goulart ressaltou a harmonia entre Nicette Bruno e Paulo Goulart, destacando que a química entre eles transcendeu as câmeras. Ela mencionou que o casal deixou um legado de amor, carinho e fé que moldou a própria família.
A artista também comentou a relação entre carreira, família e valores. Ela destacou a importância de manter a memória dos pais como referência humana, além da atuação. A família, segundo Beth, continua unida pela força da convivência.
Crítica à teledramaturgia atual
A veterana da televisão avaliou que as produções contemporâneas priorizam rapidez e streaming, em detrimento de desenvolvimento de personagens. Segundo ela, a experiência de assistir em família vem sendo substituída por uma leitura mais rápida.
Ela afirmou que o público hoje parece buscar informações rápidas em vez de pausas e cenas mais longas. A atriz defende que a emoção ganhou menos espaço no ritmo atual das novelas.
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